Asset Management 2011 apresenta exemplos positivos em gestão de ativos industriais

2011 Maio 18, 15:13 BRT

A gestão de ativos industriais, processos que promovem uma melhoria na eficácia e eficiência produtiva de uma planta, tem se consolidado como uma das principais ferramentas capazes de garantir mais competitividade e rentabilidade, independente do segmento de atuação destas industriais. Sensível a esta conjuntura, o Grupo SKF promove o Asset Management 2011 (AM2011), evento que apresenta, até o dia 19 de maio, em Buenos Aires, Argentina, experiências práticas e resultados positivos obtidos por seus clientes, sobretudo, na América Latina.


Na abertura do evento, realizada ontem, 17, o presidente e CEO do Grupo SKF, Tom Johnstone, destacou que as tecnologias disponíveis nesta área podem proporcionar aos clientes dos 42 segmentos industriais em que a SKF atua uma maior rentabilidade, a partir de um menor custo de produção, eliminando desperdícios e otimizando processos, e sem perder de vista as urgentes demandas por uma produção sustentável - com uma redução no consumo de energia, economia de água, entre outros.


"Apresentar estes casos e a experiência adquirida a partir deles faz parte do trabalho da SKF. Este processo nos proporciona entregar valor aos nossos clientes de forma mais efetiva", justifica o executivo.


Otimização da eficiência de ativos

O modelo desenvolvido pela SKF para a otimização da eficiência de ativos industriais, e que conduziu aos resultados a serem apresentados no evento, leva em consideração a análise das reais necessidades dos clientes e se estrutura a partir de cinco conjunturas que devem operar de forma harmônica para garantir os resultados esperados.


O primeiro aspecto considerado é a estratégia de gestão adotada pelo cliente e uma revisão das estratégias de manutenção e em linha com os negócios da organização, levando em consideração diferentes conjunturas de mercado. Uma vez analisada a estratégia, busca-se avaliar o desempenho do ativo, a condição em que os equipamentos das plantas operam e suas reais necessidades de manutenção. Para esta análise, são consideradas ferramentas de monitoramento da condição (como análise de vibração e de óleo, termografia, ultrassom, etc.) acompanhadas e correlacionadas a técnicas corretivas (balanceamento de precisão, alinhamento, análises de falhas), procedimentos que irão ser usado para o prognóstico do desempenho dos ativos e a dar suporte nas tomadas de decisões.


O controle da metodologia e tecnologia empreendidas para a gestão dos recursos da estratégia de manutenção proposto pela SKF considera ainda o planejamento e as definições de quem desempenhará cada etapa desta tarefa - traçando planos de trabalho que levam em conta desde a mão de obra até a disponibilidade de peças e recursos para os reparos.


Para a execução destas tarefas é preciso um acompanhamento contínuo para uma melhor avaliação do retorno deste investimento em manutenção. Assim, é preciso implementar processos adequados de manutenção preventiva, investimentos em capacitação e treinamento para os agentes condutores desta ação e testes pós-manutenção.


O modelo de gestão de ativos se completa com a otimização destes procedimentos, a partir da capitalização dos resultados obtidos e da sua revisão, adequando-os ao que se é esperado. Só assim é possível obter um processo de mudança de manutenção reativa para proativa. "O sistema otimização da eficiência de ativos não é um processo estanque, ele é vivo e requer ajustes contínuos", explica Dan Bradley, diretor da SKF Reliability Systems.

Mudança de percepção

Apesar dos resultados positivos apresentados pela sistematização da gestão de ativos, que serve inclusive como uma ferramenta para a implementação de processos de benchmarking, parte das industriais ainda atuam em manutenção reativa.


Segundo levantamento realizado pela Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, 36% das indústrias americanas ainda realizam manutenção para solucionar um problema pontual e apenas 27% vê a gestão de ativos industriais de forma estratégica dentro do gerenciamento de suas atividades. "Se não planejar a manutenção os investimentos em tecnologia não dão retorno esperado", acrescenta Dan Bradley.


O desafio da Nestle

Com 449 fábricas ao redor do mundo e atuação em mais de 83 países, a Nestlé encontrou na falta de capacitação dos operadores um gargalo para a condução de um sistema de manutenção mais estratégico.

Ao ranquear as principais causas de interrupções técnicas, a companhia constatou que a maioria delas eram ocasionadas por falhas nos rolamentos rotativos e desenvolveu, em parceria com SKF, uma plataforma que qualificasse tecnicamente seus operadores a fim de que eles incorporassem em sua rotina de trabalho procedimentos de manutenção preventiva.


A partir da criação de um portal, buscou-se uma política de valorização do conhecimento e da importância de se qualificar os operadores, equiparando-os a técnicos. Nesta página, a Nestle oferece uma biblioteca técnica virtual, e-learning e uma série de outras ferramentas de qualificação profissional cujo conteúdo é subsidiado pela SKF.


Nos últimos cinco anos, a multinacional capacitou mais de três mil funcionários, atuando em cerca de 100 unidades pelo mundo. Na India, um dos exemplos mais ilustrativos destes resultados, nos últimos três anos, cada vez mais tem se reduzido as interrupções das operações.


"Ao promovermos esta disseminação do conhecimento, pudemos avançar em outras áreas contando com o apoio da SKF para soluções mais específicas", pontua Ricardo Cassina, gerente de manutenção corporativa da Nestle.


Ao longo dos três dias de eventos, serão apresentados aos participantes cerca de 15  exemplos como o que foi apresentado na abertura pela Nestle. Cada um deles engloba um processo relacionado ao modelo de gestão de ativos desenvolvido pelo Grupo SKF.


Outras informações:http://www.am2011skf.com

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