Jovens de Cajamar (SP) participam de torneio de futebol na Suécia

2013 Agosto 14, 14:20 BRT

A equipe do Cajamar FC, formada por jovens carentes do município que leva o mesmo nome do time, está de volta ao Brasil com um resultado muito expressivo na bagagem: chegaram até as oitavas de final. O campeonato é disputado desde 1975 e já contou com a presença de 134 países e mais de 35 mil participantes.

 

“Foi uma enorme alegria para nós chegar nessa posição. Conseguimos superar equipes com estrutura melhor que a nossa e outras com tradição. A força, o talento e o conjunto da nossa equipe foram determinantes nessa campanha. Nossos garotos jamais esquecerão esse torneio. Somos gratos à SKF pela oportunidade proporcionada a esses meninos”, conta Amarildo Fernandes, técnico do Cajamar FC.

 

A 39ª edição do Gothia Cup foi realizada em Gotemburgo, na Suécia, e reuniu cerca de 1.500 equipes de 68 nações. Algumas estrelas do futebol mundial, como Pirlo, Júlio Batista, Xavi Alonso e Zé Roberto, já tiveram a oportunidade de participar do Gothia Cup.

 

Para conquistar uma vaga nesta disputa, o time venceu a final do campeonato Meet the World Brasil 2013, promovido pela SKF do Brasil e apoiado pela prefeitura do município de Cajamar. O torneio reuniu oito times de diferentes regiões do estado de São Paulo.

 

O Meet the World foi um programa iniciado pela SKF em 2007, quando a empresa completou seu centenário e se tornou a principal parceira na Gothia Cup. Essa iniciativa já contou com 58 torneios, em 28 países, envolvendo cerca de 12 mil participantes. No Brasil, este é o quarto ano que a empresa enviou um time para representar o país.

 

“A inserção social, por meio do esporte, é uma das iniciativas que promovemos e apoiamos mundialmente. Essa ação é parte da nossa política, que é ajudar ativamente a comunidade onde a empresa está presente”, conta Adriano Melchert, diretor de marketing da SKF do Brasil.

 

Superação foi o diferencial da equipe

 

O Cajamar FC é formado por garotos carentes de Cajamar e redondezas. Os atletas têm entre 13 e 15 anos e são de origem simples. Mesmo com todas as dificuldades, a equipe venceu de maneira invicta o Meet The World e conquistou o direito de disputar o Gothia Cup 2013, maior torneio juvenil do mundo. 

 

Um dos destaques do time é o jovem Antonio Teixeira Junior, mais conhecido como Toninho. O jogador de apenas 13 anos foi a revelação do Meet The World e impressionou por sua velocidade, bons passes e versatilidade. Feliz com sua primeira experiência internacional, a jovem promessa diz que o torneio foi uma grande oportunidade para ele mostrar seu talento mais uma vez.  “Fiquei muito motivado em fazer um grande campeonato e mostrar minhas qualidades para grandes clubes. Uma oportunidade dessas não aparece todos os dias, então entramos com força máxima atrás do nosso objetivo”, conta.

 

Outra história que merece destaque nesta trajetória do Cajamar A é a do lateral- direito Leonardo Augusto, de 15 anos. Natural de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, Leonardo sonha um dia em se tornar jogador profissional e melhorar as condições de sua família. Filho de soldador e de funcionária pública, a condição financeira é a principal dificuldade na vida da família de quatro pessoas residentes em uma casa humilde localizada em um bairro simples da cidade.

 

Em sua dura rotina, o garoto se levanta todos os dias às 8h da manhã para treinar em Cajamar, distante a 15 quilômetros de sua cidade. O mais curioso disso é que ele faz esse percurso a pé e leva, aproximadamente, uma hora para chegar ao local de treinamento. “Faço isso há um ano e já me acostumei, na verdade nem acho tão longe assim. O ano passado era mais fácil ainda, pois eu ia de bicicleta, mas o pneu furou e ainda não tive condições de arrumar”, diz.

 

Durante a Gothia Cup, quem teve a chance de brilhar foi o meia Felipe Carlos Inocêncio, de 14 anos. O garoto foi o destaque do time no torneio disputado na Suécia. Autor um gol e das principais assistências da equipe, Felipe conseguiu brilhar e ser uma das estrelas do campeonato. “Perdemos nas eliminatórias para o time da Eslovênia, o campeão da Gothia Cup. Tomamos apenas um gol no torneio e foi justamente esse que tirou a gente da disputa. Futebol é assim mesmo”, conta.

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