Gestão de manutenção naval

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    2016 Junho 09, 10:00 CEST

    A maré está mudando no que se refere à manutenção no setor naval, à medida que desenvolvimentos em novas tecnologias e nas tendências mais amplas do setor levam a novas abordagens. Martin Johansmann, diretor do negócio naval da SKF, explicou algumas das principais tendências que estão afetando a manutenção e o monitoramento de condições na indústria naval.

    Gotemburgo, Suécia, 9 de junho de 2016: Antigamente, os navios destinavam-se aos mares e a maior parte da manutenção estava restrita às docas. No entanto, a tecnologia digital está produzindo impacto no setor naval e, assim, o conceito de colocar um navio on-line, disponibilizando seus dados de bordo para especialistas em terra, está cada vez mais comum. O impulso para essa mudança vem de uma necessidade de melhorias em três áreas críticas: a manutenção, o desempenho ambiental e a segurança.

    Vejamos o exemplo do operador de navios de cruzeiro Costa Group. Seu centro de operação de frota (FOC), aberto recentemente em Hamburgo, na Alemanha, atua como um centro de informações para 26 de suas embarcações de cruzeiro. O FOC, que opera 24 horas por dia, tem uma equipe de 14 especialistas que recebem dados diretamente das embarcações e realizam a análise apropriada.

    Embora outros operadores de navios realizem operações semelhantes, o FOC do Costa Group é o mais conhecido e o mais tecnologicamente avançado. É um exemplo fantástico da importância do monitoramento de dados de bordo.

    Sistemas de monitoramento de condições

    O monitoramento de condições (CM) preocupa-se com a manutenção e já é amplamente utilizado na navegação. A SKF instalou seus sistemas de monitoramento de condições em mais de 600 embarcações. Contudo, a grande maioria desses sistemas usa software independente instalado no navio: os tripulantes verificam os rolamentos, por exemplo, e decidem se é necessário realizar alguma ação. Geralmente, eles coletam dados com o uso de dispositivos portáteis. Embora eles tenham acesso a especialistas em terra, esses sistemas não estão conectados.

    O sistema equivalente baseado em nuvem monitora as máquinas com sensores fixos, cujos sinais são transmitidos sem fio para uma instalação central em terra, semelhante ao FOC, em que os especialistas podem orientar sobre a melhor forma de realizar a manutenção de máquinas ou componentes específicos.

    Em geral, a indústria tem sido lenta na mudança para os sistemas de monitoramento de condições conectados. Há um certo desconforto entre os tripulantes, por exemplo, que sentem que a gerência os estaria “vigiando”. Para proprietários de navios menores, há uma complexidade adicional em gerir uma operação assim.

    No entanto, há fatores que impulsionam a mudança. Um deles é o eterno problema do custo. A indústria naval está sob imensa pressão de custos, e a manutenção em docas secas é grande parte disso. Uma Manutenção Baseada na Condição (CBM) adequadamente implementada e combinada com monitoramento de condições de última geração pode ajudar a estender o tempo entre esses dispendiosos exercícios de manutenção. A SKF já obteve aprovações para o sistema de monitoramento de propulsores, que agora precisam de manutenção a cada 7,5 anos em vez de a cada cinco anos.

    Importância ambiental

    Sistemas similares também estão disponíveis para o monitoramento de dados ambientais cruciais: o BlueMon da SKF, por exemplo, ajuda as tripulações a lidar com regulamentações ambientais em rápida mudança. As regras para o Oceano Atlântico são diferentes daquelas para o Mar Báltico; portanto, a navegação entre eles pode significar alterações nas operações. Um bom exemplo é a água de porão: as descargas no Báltico estão sob controle mais estrito do que para o Atlântico. Dessa forma, um sistema on-line conectado como o BlueMon ajuda a evitar descargas ilegais.

    Longe de enfraquecer a tripulação, o BlueMon pode auxiliá-los a cumprir suas responsabilidades. Ele cobre um mapa GPS do mundo com detalhes das mais recentes regulamentações locais e pode até mesmo desativar a válvula de saída de água de porão, se necessário.

    Um sistema on-line também pode fornecer benefícios ocultos: sabendo o próximo horário de atracação disponível, por exemplo, um navio pode reduzir a velocidade, consumindo menos combustível, em vez de navegar rapidamente até o porto e aguardar horas até o próximo horário.

    Tendências futuras

    Dentro de 10 anos, é provável que todo grande proprietário de navios utilize alguma forma de sistema on-line global. Eles terão o tamanho necessário para gerir a complexidade desses sistemas, mas também para colher os benefícios: a detecção de como um navio economiza combustível poderia ser transferida para toda a frota. É provável que a maioria das companhias menores continue a optar por sistemas baseados em nuvem e pelo uso de equipamento portátil de coleta de dados.

    Como o monitoramento de condições on-line ainda está em seus primórdios, a SKF ainda não tem uma sala de controle central dedicada para navios, mas tem uma sala de controle para turbinas eólicas offshore. Localizada em Hamburgo, ela conta com uma equipe de cinco pessoas e cuida de 140 turbinas ao redor do mundo.

    Há duas diferenças principais entre navios e turbinas eólicas: porque as turbinas são estacionárias, os dados podem ser transferidos por meio de cabos (em vez de precisar de conectividade por satélite); e as condições operacionais a bordo de navios podem ser muito mais complexas dependendo do número de unidades a serem monitoradas e de suas condições operacionais.

    No entanto, com o uso de um sistema inteligente de pré-avaliação dos dados de bordo por software disponível que minimiza o volume de dados que precisam ser controlados pelos proprietários de navios e, consequentemente, reduzindo o custo da conectividade por satélite necessária, em última instância não há diferença real (em termos técnicos ou de custos) entre sistemas de diagnóstico remoto para usinas eólicas offshore e para navios nos sete mares.

    Quando a indústria naval atingir maior volume no uso da CBM on-line, a SKF espera fornecer seu próprio Centro de suporte à frota para a manutenção da saúde de componentes críticos a bordo de navios.

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    A SKF é um dos principais fornecedores globais de rolamentos, vedações, mecatrônica, sistemas de lubrificação e serviços que incluem suporte técnico, serviços de manutenção e confiabilidade, consultoria em engenharia e treinamento. A SKF está representada em mais de 130 países e possui cerca de 17 mil distribuidores em todo o mundo. As vendas anuais em 2015 foram de 75,997 bilhões de coroas suecas, e a empresa empregava 46.635 funcionários. www.skf.com

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