Folga versus pré-carga

Para a maioria das aplicações, os rolamentos operam com alguma folga residual. Normalmente, uma folga operacional positiva próxima a zero é o ideal (diagrama 1).
Uma folga um pouco maior pode ser mais adequada para:
  • aplicações de alta velocidade, para reduzir o calor do atrito
  • erros de forma do eixo ou do assento do mancal, como a ovalação
a folga interna inicial antes da montagem e a redução permitida após a montagem dependem do tipo e do tamanho do rolamento. A redução na folga devido a um ajuste interferente pode exigir uma folga interna maior do que o normal para evitar pré-carregamento do rolamento (fig. 1).
A pré-carga (folga operacional negativa) possui vantagens, mas também pode ser arriscada. Se um alto grau de rigidez for necessário, a pré-carga leve pode ser indicada (→ Pré-carga do rolamento).
Uma leve pré-carga também pode ser necessária quando houver carga externa muito leve ou nenhuma no rolamento em operação.
Porém, existe um risco de que a pré-carga demasiada faça com que o rolamento superaqueça, o que aumenta ainda mais a pré-carga, o atrito e o calor. Esse ciclo pode continuar até o rolamento ficar engripado.
Pode-se argumentar que a pré-carga é aceitável, desde que o rolamento opere em uma área que não exceda pré-carga leve (diagrama 1, zona entre 0 e -1). Nesse caso, porém, há um aumento no atrito e no calor do atrito.
Embora todos os tipos de rolamento possam funcionar com alguma pré-carga, a SKF recomenda uma folga operacional positiva. Isso é principalmente importante para rolamentos de rolos, como rolo cilíndrico, rolo de agulha, rolamento autocompensador e rolamento de rolos toroidais CARB®.
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