Faixa de temperatura – o conceito de semáforo da SKF

A faixa de temperaturas na qual uma graxa pode ser utilizada depende amplamente do tipo de óleo base e do espessante, bem como dos aditivos. As temperaturas relevantes são ilustradas esquematicamente no diagrama 1, na forma de um “semáforo duplo”.
Os limites de temperatura extremos, baixa e alta, são bem definidos.
  • O limite de temperatura baixa (LTL), ou seja, a temperatura mais baixa possível na qual a graxa permite que o rolamento seja iniciado sem dificuldade, é amplamente determinada pelo tipo de óleo base e sua viscosidade.
  • O limite de temperatura alta (HTL) é determinado pelo tipo de espessante e seu ponto de gota. O ponto de gota indica a temperatura na qual a graxa perde sua consistência e torna-se um fluido.
Como indicado no diagrama 1 pelas zonas vermelhas, a SKF não recomenda o uso de uma graxa acima ou abaixo de seus limites de temperatura para lubrificar os rolamentos. Embora os fornecedores de graxa indiquem os valores específicos para os limites de temperatura alta e baixa em seu material sobre o produto, as temperaturas para uma operação confiável são indicadas pelos valores da SKF para os seguintes limites:
  • limite de desempenho de temperatura baixa (LTPL)
  • limite de desempenho de temperatura alta (HTPL)
Entre esses dois limites, indicados pela zona verde no diagrama 1, a graxa cumpre com sua função com confiabilidade e os intervalos de relubrificação ou sua vida poderá ser determinada com precisão. Como a definição do limite de desempenho em alta temperatura não é padronizada internacionalmente, deve-se ter cuidado ao interpretar os dados dos fornecedores.
Em temperaturas acima do limite de desempenho em alta temperatura (HTPL), a graxa se deteriora com extrema rapidez e os subprodutos da oxidação têm um efeito prejudicial sobre o lubrificante. Portanto, as temperaturas na zona âmbar, entre o limite de desempenho em alta temperatura (HTPL) e o limite de temperatura alta (HTL), devem ocorrer somente por períodos bem curtos e não mais do que algumas horas.
Também existe uma zona âmbar para temperaturas baixas. Com a queda da temperatura, a consistência (rigidez) da graxa aumenta e a tendência de separação da graxa diminui. Isso leva basicamente a um fornecimento insuficiente de lubrificante para as superfícies de contato dos corpos rolantes e pistas. No diagrama 1, este limite de temperatura é indicado pelo limite de desempenho em baixa temperatura (LTPL). Os valores do limite de desempenho em temperatura baixa são diferentes para rolamentos de esferas e de rolos. Como os rolamentos de esferas são lubrificados mais facilmente do que os rolamentos de rolos, o limite de desempenho em baixa temperatura é menos importante para os rolamentos de esferas. Para rolamentos de rolos, no entanto, podem ocorrer danos graves quando os rolamentos operam continuamente abaixo desse limite. Períodos curtos nessa zona, como durante uma partida a frio, não são prejudiciais pois o calor causado pelo atrito traz a temperatura do rolamento para a zona verde.

Zonas de temperatura

As zonas de temperatura diferem de graxa para graxa e só podem ser determinadas pelo teste funcional do rolamento.
Zonas de temperaturas típicas para as graxas NLGI 2 geralmente disponíveis sem aditivos EP, normalmente utilizadas para rolamentos de esferas, são mostradas no diagrama 2. Uma vez que os dados para cada tipo de graxa são um resumo de muitas graxas de composição mais ou menos semelhante, as transições para cada zona não são claras, mas se ajustam dentro de uma certa faixa.
As zonas de temperatura das graxas SKF são apresentadas no diagrama 3. Essas zonas de temperatura são baseadas em testes extensivos realizados nos laboratórios SKF.
As temperaturas mostradas no diagrama 2 e no diagrama 3 estão relacionadas à temperatura medida no anel não rotativo em operação.
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